A aprovação do projeto para construção do túnel que abriga o gasoduto da Linha 5, em Michigan, segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, consolidou um capítulo importante para o setor de infraestrutura energética na América do Norte e ampliou a visibilidade internacional da engenharia brasileira. A decisão da Comissão de Serviço Público do Estado, tomada anos atrás, permitiu que novas alternativas técnicas fossem consideradas para substituir o trecho envelhecido que cruza o Estreito de Mackinac, entre elas, o método desenvolvido pela Liderroll, conhecido pela experiência em obras complexas em ambientes confinados.
Esse histórico abriu oportunidades relevantes no exterior e reforçou a presença do engenheiro Paulo Roberto Gomes Fernandes, referência na aplicação de soluções para dutos instalados em túneis de longa extensão.
Tecnologia em túneis e desafios operacionais, segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes
Na época das discussões públicas, Paulo Roberto Gomes Fernandes detalhou a experiência acumulada em projetos como Gasduc 3 e Gastau, ambos executados no Brasil e comparáveis aos desafios do trecho norte-americano. O túnel projetado em Michigan, com sete quilômetros e variações acentuadas de inclinação, exigia soluções já testadas em ambientes semelhantes.
Segundo o engenheiro, a participação da Liderroll em audiências, consultas técnicas e exposições públicas permitiu que autoridades locais visualizassem métodos construtivos que até então conheciam apenas em desenhos técnicos. Esse diálogo técnico colaborou para ampliar o entendimento sobre viabilidade, segurança e rapidez de execução em dutos instalados dentro de túneis.
Contexto regulatório e pressões ambientais
O debate sobre o futuro da Linha 5 já se arrastava havia anos. A infraestrutura, construída há mais de sete décadas, acumulava questionamentos após incidentes envolvendo âncoras de navios e riscos ambientais no entorno dos Grandes Lagos, uma região sensível pela importância hídrica tanto para o Canadá quanto para os Estados Unidos.
Apesar de grupos ambientalistas defenderem a interrupção completa da operação, as avaliações técnicas e logísticas realizadas à época indicavam que o encerramento imediato poderia comprometer o abastecimento de refinarias, aeroportos e sistemas de aquecimento. Diante disso, a solução do túnel foi apresentada como um meio-termo capaz de reduzir riscos, manter a oferta energética e atender exigências regulatórias mais rigorosas.
Acompanhamento técnico e contribuições brasileiras
Durante o processo, a equipe da Liderroll analisou variáveis como declives, aclives, regimes térmicos e condições de umidade permanentes, típicas de ambientes subterrâneos. Esses aspectos foram mencionados por Paulo Roberto Gomes Fernandes como elementos críticos para a operação segura, inclusive na fase pós-instalação.

O engenheiro observou que túneis sem entrada de luz natural, com variações térmicas e umidade elevada, tendem a acumular desafios adicionais, incluindo riscos biológicos, como a presença de animais que podem comprometer rotinas de inspeção. Por isso, destacou a necessidade de planejamento de manutenção desde a concepção do projeto, ponto que dialoga diretamente com a experiência brasileira acumulada em obras de mais de uma década.
Impacto internacional da presença da Liderroll
A participação da companhia nas discussões públicas marcou um momento simbólico para a engenharia nacional. A troca técnica com órgãos reguladores norte-americanos, com representantes da Enbridge e com grupos ligados à gestão de infraestrutura reforçou a capacidade do Brasil de oferecer soluções para projetos de alta complexidade.
Com isso, Paulo Roberto Gomes Fernandes consolidou sua atuação como porta-voz de uma tecnologia que já vinha sendo reconhecida em outros mercados. O episódio passou a ser citado como exemplo do potencial brasileiro em engenharia pesada e como referência para futuros projetos de dutos em túneis, tanto na América do Norte quanto em outros continentes.
Perspectivas e legado técnico
O debate envolvendo a Linha 5 segue como um marco de convergência entre segurança operacional, inovação e política energética. A troca internacional estimulada pelo caso gerou aprendizados e abriu espaço para tecnologias testadas no Brasil ganharem visibilidade global.
Hoje, o episódio é lembrado não apenas pelo avanço regulatório, mas também pela participação ativa de especialistas que contribuíram para aprimorar a compreensão técnica do projeto, entre eles Paulo Roberto Gomes Fernandes, cuja atuação ajudou a reforçar a presença da engenharia brasileira no cenário internacional.
Autor: Sophia Wright