Consórcio de carro: Vale a pena trocar a pressa pelo planejamento? Confira com Tiago Oliva Schietti

Por Diego Velázquez 5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

O empresário Tiago Oliva Schietti expressa que o consórcio ocupa um lugar relevante entre quem busca comprar um carro sem se sujeitar aos juros do financiamento bancário. Essa procura cresceu porque os motoristas passaram a comparar o custo total das parcelas com o valor final pago em cada modalidade. A diferença, muitas vezes, surpreende quem nunca fez essa conta com atenção.

Contudo, antes de assinar qualquer contrato, vale entender como funciona cada caminho disponível, quais custos estão embutidos no consórcio e de que forma o planejamento financeiro reduz riscos na hora de trocar de carro. Pensando nisso, a seguir, abordaremos esses pontos de forma prática, com foco em decisões que impactam o bolso do consumidor a médio prazo.

Como o consórcio evita os juros do financiamento?

O consórcio funciona como um grupo de pessoas que se reúne para comprar cartas de crédito destinadas à aquisição de um bem, no caso, um carro. Conforme demonstra Tiago Oliva Schietti, não existe cobrança de juros porque o dinheiro não é emprestado por um banco; ele vem das contribuições mensais dos próprios participantes, administradas por uma empresa especializada até a contemplação.

Isto posto, a contemplação ocorre por sorteio ou lance, o que introduz um elemento de imprevisibilidade que o financiamento não tem. Quem é sorteado recebe a carta de crédito antes do previsto; quem oferece lance maior antecipa a compra, pagando parte do saldo devedor à vista. Essa dinâmica exige paciência, mas elimina o custo do juro embutido nas parcelas.

Quanto custa participar de um consórcio de carro?

Apesar de não cobrar juros, o consórcio não é gratuito. A administradora cobra taxa de administração, que costuma variar entre 15% e 25% do valor da carta de crédito, diluída ao longo das parcelas. Ademais, como informa Tiago Oliva Schietti, também existem o fundo de reserva, usado para cobrir inadimplências do grupo, e o seguro, que protege participantes em caso de morte ou invalidez.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Assim sendo, antes de comparar consórcio e financiamento lado a lado, é importante isolar os componentes que realmente pesam no bolso ao longo do contrato. Alguns desses custos aparecem de forma clara na proposta; outros só ficam evidentes quando o consumidor lê o regulamento completo ou simula diferentes cenários de lance. Entre eles, se destacam:

  • Taxa de administração: remunera a empresa responsável por organizar o grupo e gerir os recursos;
  • Fundo de reserva: cobre eventuais atrasos ou desistências de outros participantes do consórcio;
  • Seguro prestamista: garante a quitação da cota em caso de imprevistos graves com o titular;
  • Lance embutido: parte do próprio crédito usada para antecipar a contemplação, reduzindo o valor final disponível.

Somados, esses custos costumam ficar abaixo do total pago em juros de um financiamento tradicional, especialmente em prazos longos. Ainda assim, cada consumidor precisa simular o próprio caso, porque o peso da taxa de administração varia conforme a administradora e o perfil do grupo escolhido.

Consórcio ou financiamento: qual planejamento faz mais sentido?

O financiamento entrega o carro de imediato, mas embute juros que podem dobrar o valor pago ao final do contrato, dependendo da taxa e do prazo. Contudo, essa pressa tem preço, e nem sempre o comprador percebe o tamanho desse preço no momento da assinatura, quando o foco está apenas na parcela mensal que cabe no orçamento, conforme frisa Tiago Oliva Schietti, empresário.

Já o consórcio pede outra lógica: previsibilidade no lugar da urgência. Funciona melhor para quem já tem uma data-alvo para trocar de carro e consegue esperar alguns meses pela contemplação. Desse modo, esse tipo de planejamento costuma atrair quem já passou por um financiamento anterior e sentiu o peso dos juros no orçamento doméstico.

O planejamento pesa mais que a pressa na hora de trocar de carro

Em última análise, comprar um carro sem juros exige trocar a urgência por organização. O consórcio oferece esse caminho porque distribui o custo entre os participantes e retira o banco da equação, mas só funciona bem para quem consegue esperar e planejar lances estratégicos. Assim, quem prioriza o menor custo total, em vez da posse imediata, tende a sair na frente financeiramente.

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