Exames de imagem em gestantes: saiba quando são indicados e quais são os mais seguros

Por Diego Velázquez 5 Min de leitura
Dra. Thaline Neves orienta que os exames de imagem em gestantes devem ser indicados com cautela, priorizando ultrassonografia e ressonância magnética como opções seguras.

A saúde materno-fetal exige decisões baseadas em evidências sólidas. Como informa a Dra. Thaline Neves, médica proprietária da Clínica View, a indicação de exames de imagem em gestantes deve equilibrar benefício clínico e segurança, respeitando cada fase da gravidez. Isto posto, esses métodos permitem diagnosticar precocemente complicações, orientar intervenções e tranquilizar a família, desde que escolhidos com critério. Interessado em saber mais? Continue a leitura e descubra como se preparar para cada procedimento com tranquilidade.

Quais exames de imagem são seguros na gravidez?

A ultrassonografia obstétrica permanece o método de escolha em qualquer trimestre, pois utiliza ondas sonoras inócuas ao feto. De acordo com Thaline Neves, o ultrassom morfológico entre 11 e 14 semanas avalia translucência nucal, enquanto o de 20 a 24 semanas examina órgãos internos e placentação. Entre os benefícios estão acessibilidade, rapidez e ausência de radiação.

Já a ressonância magnética (RM) sem contraste é considerada segura a partir do segundo trimestre. Logo, quando o ultrassom não esclarece anomalias fetais ou suspeitas maternas, a RM fornece imagens de alta resolução dos tecidos moles. Tendo isso em vista, o campo magnético não ionizante da RM dispensa proteção adicional ao bebê, embora o gadolínio deva ser evitado pela possível passagem transplacentária.

Por que alguns exames de imagem são restritos?

Segundo a Dra. Thaline Neves, a radiação ionizante oferecida por raios X e tomografia computadorizada (TC) pode, em doses elevadas, aumentar o risco de malformações e efeitos teratogênicos. Além disso, a fase de organogênese, compreendida até a 8ª semana, é a mais sensível. Portanto, nessa janela, prefere-se adiar ou substituir exames ionizantes sempre que possível. 

Segundo Dra. Thaline Neves, durante a gestação a ultrassonografia é o exame mais seguro, enquanto a ressonância é usada em casos específicos.
Segundo Dra. Thaline Neves, durante a gestação a ultrassonografia é o exame mais seguro, enquanto a ressonância é usada em casos específicos.

Assim sendo, quando a TC torácica é vital, por suspeita de embolia pulmonar, por exemplo, protocolos de baixa dose e blindagem abdominal reduzem significativamente a exposição. Assim, o princípio ALARA (“As Low As Reasonably Achievable”, ou “Tão Baixo Quanto Razoavelmente Alcançável”) impera na radiologia obstétrica.

Exames de imagem mais indicados por trimestre

Em seguida, confira os exames mais indicados durante uma gestação, separados por trimestres. Aliás, vale destacar que as recomendações de determinados exames de imagem variam conforme o quadro clínico e a experiência do serviço.

  • 1º trimestre:
    • Ultrassonografia transvaginal para confirmar idade gestacional
    • Ultrassom morfológico precoce (11–14 semanas)
    • Dopplercolor quando há suspeita de insuficiência placentária
  • 2º trimestre:
    • Ultrassom morfológico detalhado (20–24 semanas)
    • Ressonância magnética sem contraste para esclarecer anomalias ou mapeamento de placenta acreta
    • Ecocardiografia fetal em casos de risco cardíaco familiar
  • 3º trimestre:
    • Perfil biofísico fetal e dopplervelocimetria para avaliar bem-estar e oxigenação
    • Ultrassom pélvico para estimar peso e posição fetal
    • TC de baixa dose apenas em emergências maternas (trauma, tromboembolismo)

Essas escolhas refletem a evolução das necessidades clínicas ao longo da gestação. Por fim, é fundamental revisar resultados com o obstetra para ajustar condutas e tranquilizar a família.

Principais cuidados antes e depois do procedimento

Antecipar dúvidas reduz ansiedade, conforme ressalta a médica proprietária da Clínica View, Thaline Neves. Logo, informar-se sobre preparo (jejum, hidratação ou bexiga cheia) aumenta a qualidade das imagens e evita repetir exames. Além disso, comunicar alergias ou medicamentos em uso ajuda a prevenir reações a contraste iodado caso uma TC seja imprescindível.

Aliás, após qualquer exame, manter acompanhamento obstétrico permite interpretar achados no contexto clínico. Dessa maneira, gestantes devem guardar laudos e imagens para comparação futura, sobretudo em casos de patologias crônicas. Inclusive, usar aplicativos de saúde ou pastas digitais facilita esse controle e promove autocuidado ativo.

Exames de imagem: garantindo a segurança em primeiro lugar na gestação

Em conclusão, escolher o exame certo, no momento certo, reduz riscos e amplia benefícios para mãe e filho, como frisa a Dra. Thaline Neves. Desse modo, o ultrassom segue como pilar do acompanhamento, enquanto a ressonância magnética oferece solução avançada sem radiação quando o caso exige. Já métodos ionizantes, embora não proibidos, requerem criteriosa justificativa. Portanto, informar-se, dialogar com a equipe multiprofissional e seguir orientações especializadas são atitudes que fortalecem a jornada da gestação rumo a um parto seguro e saudável.

Autor: Sophia Wright

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